Salvador, 19 de agosto de 2019
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Com cinco produções infantis, o especial “Pilotos da Animação”, com duração de cerca de 26 minutos no total, terá também a apresentação de Marília Randam e será composto por entrevistas com os realizadores e pelos pilotos de “A Bruxinha Lili”, que tem como proponente Hugo Dourado e foi criada pela escritora Catarina Andrade e pelo artista plástico Ducca Rios. A animação tem direção de arte voltada para o visual “mágico”, reproduzindo a tecnologia e o estilo de pintura em aquarela; “Tadinha”, proposto por Maria Luiza Barros, criada por Ana Claudia Caldas e Ducca Rios. Uma comédia que aborda de forma sarcástica conflitos familiares, e ainda faz uso do jeito espontâneo das crianças para mostrar situações vividas no cotidiano; a animação “Tio Mussarela”, realizada pelo proponente e diretor Cláudio Guido Silva Cardoso, voltada para o público jovem e desenvolvida com bom humor. O foco é um velhinho atrapalhado, entregador de pizza de uma cidadezinha, que tem um assistente que embarca com ele nas aventuras; “A Mata Animada”, do cartunista e arquiteto José Vieira de Vasconcelos Neto, uma animação em 2D que valoriza o seu design e atende ao público jovem, que gosta do estilo bem humorado e mais ágil; e a animação “Ninguém, o Herói do Povo”, do artista gráfico, quadrinhista, roteirista e animador Augusto Mattos, mostra uma série de aventuras de um herói baiano que luta contra o crime. Atrapalhado e divertido, ele é um herói do povo, para o povo.

A BRUXINHA LILI E TADINHA

O diretor de conteúdos da produtora Origem Ducca Ribeiro, responsável pela criação e direção de “A Bruxinha Lili” e “Tadinha”, conta que há oito anos começou a desenvolver conteúdos de animação e diz o motivo da escolha da categoria: “primeiro porque nos encanta a vida inteira a produção de animação, em seguida porque a animação é, para a maioria das pessoas, o primeiro contato com o audiovisual. As crianças em geral começam a se interessar por histórias contadas nas telas de cinema, de televisão e de dispositivos multimídia. Mas, o importante é que as crianças podem ser educadas a partir da animação", diz Ducca, que ainda ressaltou a importância do edital. “O desenvolvimento dos dois projetos premiados pelo edital do IRDEB nos deu mais experiência e, além disso, o filme “Tadinha” acabou sendo o grande vencedor em 2011 de um dos principais festivais de cinema infantil do Brasil, o “FICI”, conclui.


altTIO MUSSARELA

Para o diretor de “Tio Mussarela”, Cláudio Guido, que trabalhou com animação durante uma década, o projeto se deu de uma forma muito positiva . “Foi realmente uma oportunidade excelente, uma criação autoral, muito boa de fazer. Sou apaixonado por animação e o que me inspirou foi o fato de meu pai ter um restaurante e eu passar por essa vivência, então juntei isso com alguns elementos cômicos, a exemplo do personagem idoso, o que não vemos muito, mas é muito bacana! Essa junção resultou no Tio Mussarela”, conta Guido.

A MATA ANIMADA

Produzir conteúdo, sobretudo infantil, requer aprimoramento das ideias, e muitas vezes elas surgem no meio do caminho, diz José Neto, diretor da “A Mata Animada”, que fala sobre sua passagem por esse processo. “Inicialmente a ideia era de um curta de animação dos seres míticos da floresta. Depois a ideia evoluiu para mostrar também um contexto de animação que designasse um caráter educativo - ambientalista. Não se produzem muitas animações para crianças no país, comparado com outras produções, por isso eu quis preencher esta lacuna”, diz ele.

NINGUÉM, O HERÓI DO POVO

O diretor de “Ninguém, o Herói do Povo” Augusto Mattos, fala sobre o personagem da animação e da experiência com o trabalho: “Ninguém é um cara meio pirado, que conquista o respeito de outros heróis e heroínas por sua garra, coragem e determinação. Bem humorado, com leve tendência a auto ironia, Everaldo, identidade secreta de Ninguém, trabalha no ramo da limpeza urbana... E limpeza dos malfeitores também. A ideia do personagem é elevar a autoestima do menino e do jovem através de um universo cujos heróis falem a mesma língua da população e compartilhem dos mesmos símbolos e valores. O público infanto-juvenil tem sido meu foco, pois vejo que há uma grande possibilidade de transformação positiva, eu busco contribuir neste universo tão cativante e que dialoga com tantas outras questões importantes em nossas vidas cotidianas”, conta Augusto.

altNOSSA CULTURA

As animações baianas para crianças, além de entretê-las, têm a característica muito peculiar de falar sobre a cultura do país de uma forma fácil e dinâmica de ser absorvida. Abordar temas que muitas vezes são complexos de forma original para atender a esse público infantil demanda muita criatividade, característica essa que não falta na Bahia. O editor de conteúdo Zeca Souza, responsável pela edição dos pilotos da animação, ressalta a relevância dessa ação: “acho muito importante que a TVE faça isso, a Bahia tem muita gente talentosa e interessada em produzir, conclui ele.



 

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