Salvador, 26 de junho de 2019
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altFoi publicada hoje, 11.04, no Diário Oficial da Bahia, a nomeação de José Araripe Cavalcante Junior, para o cargo de diretor-geral do IRDEB em substituição ao cineasta Pola Ribeiro. José Araripe Júnior, que também é cineasta, é roteirista, diretor e artista plástico nascido em Ilhéus. Antes de assumir a direção geral do Irdeb atuava na instituição como diretor de Programação e Conteúdos da Televisão Educativa da Bahia. Foi gerente do Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura, gerente executivo de Conteúdo e gerente do Núcleo de Programas Especiais da TV Brasil/RJ, da EBC Empresa Brasil de Comunicação, onde coordenou a realização dos programas semanais “De Lá para Cá”, “Cara e Coroa”, “3 a 1”, “Caminhos da Reportagem” e “Observatório da Imprensa”.

Biografia


Seguindo os passos da mãe que escrevia, pintava e tocava piano, desde cedo José Araripe Júnior demonstrou pendor para as artes. Sua primeiras incursões foram compondo músicas para festivais estudantis, escrevendo poesia, peças teatrais, desenhando e pintando – aos 9 anos estudou desenho artístico e publicitário por correspondência através do Instituto Universal Brasileiro. Aos 13 anos realizou suas primeiras filmagens em super 8; a primeira ficção, o curta “João Cidade”, rodado em Salvador com apoio da irmã que estudava psicologia na UFBA.

Aos 15 anos ao tempo que ingressava na Escola Média de Agricultura da Região Cacaueira, no curso profissionalizante de Tecnologia de Alimentos, participou de feiras de arte e foi premiado em festivais regionais de música estudantil. No festival da Canção de Itabuna, do qual sagrou-se vencedor, também teve a canção “Prisão do Ventre”, que criticava o analfabetismo proibida pela censura federal. Ainda na adolescência, o envolvimento com o cinema cresceu nas participações como espectador assíduo da Jornadas Internacionais de Cinema promovidas pelo cineasta Guido Araújo, no Instituto Cultural Brasil Alemanha, em Salvador e que então era o grande centro da resistência do cinema independente brasileiro.

Em 77 mudou-se com sua mãe para Salvador onde ingressou na Universidade Federal da Bahia no curso de Artes Plásticas. Dedicou-se principalmente à xilogravura, bico de pena, instalações e cinema experimental, tendo como principal mestre do qual foi monitor, o professor Juarez Paraíso. Teve destacada participações em salões de arte sendo premiado em duas edições do Salão Nacional Universitário de Artes Plásticas da Funarte, em Salvador e Santa Catarina. Teve sua primeira experiência em uma grande produção cinematográfica, participando como ator no filme “O Último Herói de Gibi”, de José Frazão. Com este mesmo diretor e Emiliano Ribeiro, em 1979, foi assistente de direção no longa “Brilhaê”. Paralelo aos estudos de artes na faculdade, escreveu poesia, publicando “Alegretos de Gaiola”.

Ingressou via uma oficina na companhia Teatro Livre da Bahia, residente do Teatro Vila Velha, dirigida por João Augusto, onde escreveu e atuou para “Off Sina Pombas Bahia”, e atuou em “Gracias a La Vida” e “Oxente Gente Cordel”, espetáculos premiados no projeto Mambembão, e que excursionaram pelo país. Ao lado de Bemvindo Siqueira, Harildo Deda e Sonia dos Humildes participou de espetáculos de teatro de rua, para qual escreveu em parceria com Braulio Tavares, “O Homem do Canivete”. Neste mesmo ano atuou na montagem infanto-juvenil “Trupizupe, o Raio da Silibrina”, com direção de Arly Arnoud, e “Joga Babico no Lixo”, com direção de Maria Manoela.Nas suas atividades teatrais voltadas para o interior do estado dirigiu e atuou ao lado de José Delmo Silva nos espetáculos “Duelo Noturno de um Homem Vil” e “Dois Perdidos numa Noite Suja”.

Atividades políticas

Ainda enquanto cursava faculdade, José Araripe Júnior participou da política estudantil como integrante do diretório estudantil, e através do Teatro Livre da Bahia, em atos públicos contra a censura, a ditadura e pela anistia, em 1979 respondeu inquérito na Policia Federal pela participação no espetáculo “Gracias a La Vida”, que denunciava a opressão, e desafiava a censura com depoimentos de espectadores colhidos ao vivo no intervalo do primeiro para segundo ato. “Gracias a La Vida”, do chileno Isaac Chacrón, foi premiado como melhor espetáculo do ano pelo Prêmio Martins Gonçalves, em Salvador.

Teatro, Artes Plásticas, humor e cineclubismo


Intensificando suas atividade plásticas com a confecção de objetos de cena, camisetas e cartazes, José Araripe Júnior  realizou cenários de espetáculos teatrais e shows com destaque para “Pode Ser que Seja só Leiteiro lá Fora” de Caio Fernando de Abreu, com direção de Walter Seixas.Expôs no Museu de Arte Moderna da Bahia a instalação cinética “Circuluminoso”, com o filmes Circuluminoso, Fiat Luz e Retina-Gatilhada, premiada em edital público da Fundação Cultural – também selecionada para o Salão Nacional de Artes Plásticas no MAM, da Funarte no Rio de Janeiro.

Participou de diversas coletivas com o grupo de jovens artistas plásticos emergentes formados por Guache Marques, Florival Oliveira, Maso, Zivé Giudice, Bel Borba e Deca Conde, batizada pela crítica como geração 70. Ainda como artista visual, ilustrou a revista de Psicanálise da Bahia, e foi vencedor do grande prêmio popular de humor no Salão de Humor Ria é uma ordem.Manteve por um ano na Escola de Belas Artes o Cine clube Olney São Paulo que realizava exibições diárias em 16 mm.

Fruto de um oficina no ICBA, roteirizou o filme “Peão de Motor”, sobre mutilados da agricultura da fibra sisal - super 8 ampliado para 16 mm, dirigido pelo cineasta alemão Dieter Yung. Realizou coletivamente o curta “Barroquinha”, sobre o tradicional logradouro público de Salvador.Sua primeira participação com autor na Jornada Internacional de Cinema da Bahia foi como diretor do curta “Kitut Tropical”. Na edição seguinte apresentou “Eletros, o Grande Monumento”, ficção científica tendo Edgard Navarro como ator principal.

Como ator teatral ainda participou da montagem de “Macbeth” com o grupo Avelãs e Avestruz, sob direção de Marcio Meirelles, com apresentações no Teatro Guaíra, em Curitiba e Castro Alves, em Salvador. Ainda na faculdade de Belas Artes, se especializou em cinema no Curso Livre de Cinema da UFBa, coordenado pelo cineasta Guido Araújo.

Lumbra cinematográfica

No final do anos 70 se aproximou dos cineastas Pola Ribeiro, Edgard Navarro e Fernando Belens formando o grupo Lumbra Cinematográfica, que por dez anos se manteve unido, realizando mais de uma dezenas de filmes em super 8, 16 mm e 35 mm, alguns premiados nacionalmente em festival como Brasília, Rio e Gramado.Ao término do curso de Artes Plásticas foi aluno especial do curso direção teatral da UFBa. Nesse mesmo período foi contratado como repórter especial de cinema pelo Jornal Hoje, da TV Aratu, onde realizou 52 reportagens em 16mm.

Nesse período participou como ator em alguns curtas 35 mm, entre eles “Vúlvula”, de Jorge Fellipi e “Porta de Fogo”, de Edgard Navarro.Criou e fez projeto gráfico da revista especial Zóião, em homenagem à Jornada de cinema da Bahia, com colaborações de diversos cineastas brasileiros.Em meados dos anos 80, já atuando profissionalmente montou uma produtora responsável pela realização de espetáculos artísticos, documentários e filmes publicitários, que se transformou nos anos seguintes em uma agência de publicidade atendendo o mercado da capital e do interior.

Mercado Publicitário


Em um período de 10 anos criou e dirigiu centenas de campanhas, atendendo inclusive emissoras de TV e atuando na direção de arte, efeitos especiais e direção de animação em filmes cinema e publicidade. Na área de eventos culturais criou e desenvolveu o projeto de implantação de circos culturais em Ilhéus, Porto Seguro, Juazeiro e Camaçari. Fez o projeto gráfico do número 1 e a coordenação editorial do número 2 do tablóide cinematográfico cooperativado “Cinema Livre”.

Na área musical, dirigiu a cantora Cida Lobo no espetáculo “A Hora do Brasil”, e foi vencedor do Troféu Caymmi, por melhor espetáculo e melhor direção. Mesmo diversificando na atividade profissional audiovisual, continuou ligado ao grupo Lumbra, onde realizou os primeiros filmes em 35 mm entre eles: “Crianças de Mundo Novo” e “Oropa Luanda e Bahia”, de Fernando Belens; “A Lenda do Pai Inácio”, de Pola Ribeiro e “Porta de Fogo”, de Edgard Navarro.Em 1990 produziu, roteirizou e co-dirigiu com Pola Ribeiro, para a TV Aratu, o documentário “Carnaval in Bahia”, o primeiro home vídeo da maior festa popular da Bahia. Também realizou o documentário “Festa no Mar” sobre os festejos de Iemanjá.

Vida docente

Em meados dos anos 90, abandonou as atividades empresarias e mediante concurso ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia e na Universidade Católica, onde ministrou disciplinas ligadas a criação e produção em desenho, rádio, televisão e cinema.Durante 12 anos, na PUC-BA também foi orientador projetos especiais dos alunos de Comunicação Social com habilitação em Publicidade, que consistia na execução de campanhas completas com planejamento de criação, planejamento de mídia e produção de peças gráficas e em RTVC.

Organizou o primeiro seminário sobre computação gráfica realizado na Bahia – o “Belas Artes Computer Graphics”, com presenças de grandes especialistas nacionais entre eles J. Dias da Globotec –; ainda na escola de Belas Artes coordenou e fez curadoria do ciclo de debates “Quintas Visuais”, dedicado as intersecções entre arte tradicional e novas mídias.Como free lancer realizou para agências e produtoras mais de uma centenas de filmes e dirigiu e roteirizou dezenas de documentários institucionais. Também criou e dirigiu comercias para campanhas políticas em Fortaleza, Recife, Aracaju, São Luis e Salvador

Cinema e vídeo

Foi convidado pelo curador Marcelo Dantas a realizar o vídeo “Croma o Quê?” para a exposição “50 anos da Televisão Brasileira”, na Oca Ibirapuera - Brasil 500 anos, compondo um painel da história televisiva ao lado de autores de 20 estados brasileiros.Teve sua obra super oitista experimental incluída ma mostra Itaú Cinema Experimental dos Anos 70, organizada por Rubem Machado.Durante dois anos manteve uma coluna dedicada ao audiovisual o jornal de cultura Soterópolis, em Salvador.

Foi por duas gestões presidente da ABCV-ABD BA, associação reativada para sensibilizar a Bahia a criar políticas públicas para o cinema, o que resultou na volta dos editais de longa e curtas. Criou o evento “Quartas Baianas” de  exibições semanais de filmes e vídeos de autores baianos.Em 2002, José Araripe Jr, teve seu nome aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado para membro do Conselho de Cultura do Estado da Bahia, onde representou o segmento cinematográfico.

No cinema, teve roteiros premiados em concursos nacionais e na Bahia, realizando em 35 mm o premiado curta “Mr. Abrakadabra!” protagonizado por Jofre Soares, vencedor de mais de 15 prêmios e exibidos em mais de 40 países. Foi premiado com a produção do roteiro “O Pai do Rock”, média-metragem que integrou o longa “3 Histórias da Bahia”, ao lado de Sergio Machado e Edyala Iglesias.

Através da secretaria do audiovisual do MinC foi premiado pelo roteiro do curta “Rádio Gogó”, comédia produzida pela Truq Cine TV e vídeo, de Moisés Augusto e Silvia Abreu, produtora de todos os seus recentes filmes, inclusive o recente longa “Esse Moços”, que tem como co-roteirstas Hilton Lacerda, Ricardo Soares e Vitor Mascarenhas (com os atores Inaldo Santana e participação especial João Miguel e Gilberto Gil que canta a canção título) que lançado em 2007, já foi exibido em dezenas de festivais e mostras nacionais e outros países como Espanha, Colômbia,EUA, Argentina,Portugal e Alemanha.

Longa metragem

“Esses Moços”, inspirado na canção de Lupícinio Rodrigues, lançado em circuito comercial e circuitos alternativos já alcançou cerca de 60 mil pessoas em salas e mostras e atualmente faz parte da programação do Canal Brasil. O blog da produção dispõe de um trailer considerado cinco estrelas pelo público que frequenta o Youtube. Artistas e cinéfilos opinam sobre o filme:

Gestão pública

Em 2005 convidado pelo Ministério da Cultura na gestão Gilberto Gil, Orlando Senna, Juca Ferreira e Leopoldo Nunes, assumiu a gerencia do CTAV – Centro Técnico Audiovisual, compondo a equipe do MINc onde revitalizou o atendimento de apoio à produções de todo o país, implementando diversos programas entre eles a distribuidora Programadora Brasil, os núcleos de produção digitais regionais, o convênio com o NFB do Canadá e o CTAV Norte / Nordeste em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco.Entre os adventos de recuperação do órgão conquistou junto à Petrobrás o patrocínio no valor de R$ cinco milhões para a construção de nova unidade predial destinada a preservação de filmes. Representou o país em missões de intercâmbio culturais em Angola,Paraguai,Canadá e França.

Televisão pública

Em 2007 foi convidado para compor a equipe de criação da TV Brasil, emissora da EBC – Empresa Brasil de comunicação – antiga TVE – onde ingressou como gerente de Projetos Especiais e assumiu em janeiro de 2008 a Gerência Executivo de Conteúdo, departamento responsável pelo desenvolvimento de diversos programas entre eles “Samba na Gamboa”, “Som na Rua”, “Novo Animania”, “Tal como Somos”, “Nos Braços da Viola”,”Assim Vivemos” e “Festival Tela Digital”.

Sem abandonar suas origens artísticas do cinema e das artes plásticas desenvolveu paralelamente pesquisas e realizações nas áreas de desenho, pintura e animação – está em fase de conclusão de mestrado em cinema de animação na PUC-RJ, e prepara exposição comemorativa de 30 anos de carreira. Alguns fotos e desenhos podem ser apreciados em www.araripe.com

Filmografia

    João Cidade - super 8 - 1975 Roteirista/Diretor
    Barroquinha - super 8 - 1977 Roteirista/Diretor
    Kitut tropical – super 8 - 1977 Roteirista/Diretor
    Lumiére meu filho, o que você esta fazendo neste quarto escuro?
    – Super 8 - 1979 Roteirista/Diretor
    J.S.Brow,o último herói de Gibi – 35 mm – 1978 (Dir. Jose Frazão) - Ator
    Peão de Motor – super 8 – 1978 (Dieter Jung) Produtor e Roteirista
    Contos de Farda - super 8 – 1980 - Roteirista/Diretor
    Fiat Lux - super 8 – 1978 - Roteirista/Diretor
    Circuluminoso - super 8 – 1981 - Roteirista/Diretor
    Crianças de Mundo Novo - 35mm - 1982 (Dir.Fernando Belens)- Ass. de Direção
    Oropa, Luanda e Bahia - 35mm -1983 (Dir.Fernando Belens) Ass. de Direção
    Me diz que eu sou seu tipo - Super 8 – 1982 - Co-diretor
    Na Bahia Ninguém fica em Pé – super 8 – 1980 - Co-diretor
    Porta de Fogo 35mm/1983 (Dir.Edgard Navarro) - Ator e Ass. Direção
    Eletros, o grande monumento - super 8 – 1983 - Roteirista/Diretor
    Vúlvula - 35mm/1984 (Dir.Jorge Felippi) - Diretor de Arte - Ator
    Brilhaê - 35mm - 1984 (Dir.Jose Frazão) - Ass. de Direção
    A lenda do Pai Inácio - 35 mm - 1986 (Dir. Pola Ribeiro) - Diretor de Arte
    Anil - 35 mm - 1988 (Fernando Belens) - Diretor de Arte
    Superoutro - 35mm - 1989 (Dir. Edgard Navarro) - Diretor de Arte
    Carnaval in Bahia - u-matic - 1990 (Pola Ribeiro) - Produtor, Roteirista e Diretor de Arte
    Heteros, a comédia - 35mm- 1992 (Fernando Belens) - Diretor de Arte*****

Premiações em cinema

    "Mr. Abrakadabra!" - Prêmio de produção “resgate do cinema Brasileiro” de Roteiro MINC – Ministério da Cultura do Governo do Brasil - 1996
    "Mr. Abrakadabra!" - Melhor filme VI Cine Ceará – 1996
    "Mr. Abrakadabra!" - Melhor Direção de Arte VI Cine Ceará – 1996
    "Mr. Abrakadabra!" - Melhor filme Júri Oficial " Festival de Brasília - 1996
    "Mr. Abrakadabra!" - Melhor filme Júri - Popular Festival de Brasília -1996
    "Mr. Abrakadabra!" Melhor fotografia - Festival de Brasília -1996
    "Mr. Abrakadabra!" Melhor ator “Jofre Soares” – Festival de Brasília -1996
    "Mr. Abrakadabra!" - Prêmio OIT - Organização Internacional do Trabalho Festival de Brasília - *1996
    "Mr. Abrakadabra!" Prêmio OCIC – Organização Católica Internacional de Cinema – Jornada Internacional de Cinema – BA 1996
    Mr. Abrakadabra!" Prêmio Diomedes Gramacho – Melhor produção - Jornada Internacional de Cinema – BA 1997
    Mr. Abrakadabra!" Melhor filme Júri Popular - Festival de Recife - 1997
    "Mr. Abrakadabra!" Melhor filme Júri Oficial - Festival de Recife 1997
    "Mr. Abrakadabra!" Prêmio SINAPSE de distribuição Internacional - Festival Internacional de Curtas de São Paulo – 1997
    Mr. Abrakadabra!" Prêmio de exibição "curta nas telas" Fundacine RS – 1998
    " Mr. Abrakadabra!" Prêmio Júri Popular – Mostra Brasil Plural – Berlim Alemanha -1999
    O Pai do Rock" Prêmio de produção de Roteiro - edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia - 1997
    " Rádio Gogó" Prêmio de Produção de Roteiro SAV/MINC - 1998
    "Rádio Gogó" Melhor diretor - Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba -1999
    "Rádio Gogó" Melhor filme baiano e prêmio melhor contribuição à arte popular Jornada *Internacional de Cinema – BA – 1999
    "Rádio Gogó" Melhor Ator e Trilha sonora no Festival de Santa Fé – Argentina -1999
    Esses Moços – Melhor atriz coadjuvante Festival Latino Americano de Curitiba
    A confirmação - 16mm/ 1994 (Dir. Pola Ribeiro/Jorge Alfredo) - Diretor de Arte
    Mr. Abrakadabra! - 35mm – 1996 - Roteirista/Diretor
    Festa no Mar – Betacam Documentário - 1998 - Roteirista/Diretor
    Rádio Gogó - 35 mm – 1999 - Roteirista/Diretor
    O Pai do Rock – média 35 mm (longa "3 Historias da Bahia") 1999 - Roteirista/Diretor
    Croma o quê? Betacam - 50 anos da TV no Brasil 2000 - Roteirista/Diretor
    Samba Riachão - vídeo/35 mm (Dir. Jorge Alfredo) 2001 - Diretor de arte
    De dia na agricultura, de noite na criatura – vídeo DV 2003 - Roteirista e Diretor
    A Bahia do Afoxé Filhos de Gandhy – DVD 2005 - Diretor de Edição e autoração
    Esses Moços – longa metragem 35mm 2007 Roteirista e Diretor



 

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